Prémio Miguel Rovisco 19-20

Anúncio do vencedor da 2ª Edição

A 2ª Edição do Prémio Miguel Rovisco – Novos Textos Teatrais, prémio anualmente promovido pelo Teatro da Trindade INATEL, foi atribuído, por unanimidade, a Pedro Goulão, pelo seu texto Hora de Visita.

 

O Júri, constituído pelos atores e encenadores Diogo Infante, Sandra Faleiro e João Reis, entendeu que o texto revela uma estrutura narrativa sólida, personagens bem desenhadas e um conflito actual e consequente, onde a amargura e o sarcasmo pontuam a relação entre um pai e uma filha.
Uma comédia dramática que explora a complexidade das relações familiares, colocando as personagens numa situação limite, onde lhes é dada a oportunidade de se reencontrarem e se redimirem. Os seus segredos e mágoas são fantasmas que deixaram marcas e que moldaram as escolhas que fizeram durante a vida.

 

A inteligência das personagens, a tensão permanente, a consistência e o ritmo dos diálogos que nos mantêm presos, aliados à perfeita ​adequação ao espaço a que se destina, Sala Estúdio, são as principais razões para premiar este texto e desejar vê-lo posto em cena.

 

Pedro Goulão é argumentista. Escreveu documentários televisivos, textos para teatro, curtas-metragens e sketches para César Mourão, Jorge Mourato, Óscar Branco, entre outros. Em 2018, publicou o seu primeiro livro, A Palmeira, sob a chancela da Guerra e Paz.

 

O autor de Hora de Visita receberá o valor monetário de 2500 euros, verá o seu texto editado e levado a cena na Temporada Teatral 2020/21, do Teatro da Trindade INATEL.

 

Fica disponível, também a partir de hoje, o regulamento para a 3ª Edição do Prémio Miguel Rovisco – Novos Textos Teatrais. O prazo de entrega dos textos decorre entre 1 de dezembro de 2020 e 31 de janeiro de 2021.

 

Consulte o Regulamento

 

Pedro Goulão

Nasceu a 30 de junho de 1971, em Lisboa. Estudou direito na UCP, mas uma bolsa de criação literária do Ministério da Cultura, no início do século XXI, encaminhou-o numa direção completamente diferente. Em finais de 2018, publicou o seu primeiro livro, A Palmeira, sob a chancela da Guerra e Paz e está a preparar um novo, uma edição infantojuvenil sobre golfinhos, ilustrada por Tiago Galo. Foi coautor de dois documentários, sobre Malangatana e a Minas de S. Domingos, respetivamente, escreveu várias curtas-metragens, entre elas Teddy & Amélia e Fui eu que ganhei não foi ele que perdeu. Trabalhou vários anos como guionista e coordenador de guionistas de humor na empresa Comunicasom, tendo trabalhado com atores como César Mourão, Jorge Mourato, Óscar Branco, Ricardo Peres, Carlos M.Cunha, Carlos Cunha e muitos outros. Foi também o guionista de sketches dos Programas Gosto Disto, onde cocriou, com César Mourão, inúmeras personagens, e dos offs do Não há crise, também na SIC. Escreveu sketches para os Globos de Ouro e para galas de Aniversário da mesma estação. Criou também, com César Mourão, o talk-show Para algo completamente indiferente, na SIC Radical, canal para o qual, com a U-First, criou ainda a série A vida também é isto, uma biografia ficcionada de João Campos. Na RTP, escreveu, com Tiago R. Santos, Luís Filipe Borges, Nuno Duarte e Filipe Homem Fonseca, que a criou, a série Aqui Tão Longe, produzida pela SP Televisão. Em teatro, escreveu textos para o espetáculo Diz, de Ana Brandão e Carlos Bica e Azul, um monólogo “Anão”, para David Almeida e várias peças de Teatro, entre elas, Morte, uma Peça, Tens a certeza que isto é uma comédia e Hora de visita. Colaborou como criativo em várias agências e produtoras, de que destaca a H2N. Encontra-se neste momento a preparar diversos projetos televisivos.