História

O Teatro

História

© TUNA - Teatro Trindade

O Teatro da Trindade foi inaugurado a 30 de novembro de 1867 e ao longo dos seus 150 anos de existência esteve ligado a alguns dos acontecimentos culturais mais marcantes da cidade de Lisboa: em 1879, foi apresentado pela primeira aos lisboetas o fonógrafo de Edison e decorreu a palestra do explorador Serpa Pinto sobre sua travessia de África. Foi também no Trindade que atuaram intérpretes como o violinista Sarrazate e o pianista Viana da Mota e onde, a partir de 1909, se apostou na exibição de cinema.
Em 1946, foi a casa de “Os Comediantes de Lisboa”, companhia dirigida por Francisco Ribeiro (Ribeirinho), com quem o Trindade também acolheu o “Teatro do Povo” e a “Companhia Nacional de Teatro”. Após o incêndio do Teatro Nacional D. Maria II, a “Companhia Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro” instalou-se neste Teatro, onde permaneceu até 1974.
Foi ainda no palco do Trindade que se estrearam muitos dos grandes atores portugueses, como Eunice Muñoz, Carmen Dolores, Isabel de Castro, Ruy de Carvalho, Nicolau Breyner, entre tantos outros.
A partir de maio de 1962, o Teatro da Trindade é comprado pela FNAT, atual Fundação INATEL, e reforça a sua missão de defesa da cultura popular portuguesa. Torna-se também uma das grandes referências da Ópera Portuguesa com a criação, em 1966, por José Serra Formigal, da “Companhia Portuguesa de Ópera”.

Desde o final dos anos oitenta, que o Teatro adquiriu um quadro estável de pessoal, tendo também realizado obras de renovação, restauro e equipamento, onde se destacam a total remodelação do palco e a criação de um novo espaço de espetáculos, a Sala Estúdio. A sala principal, batizada em julho de 2018 como Sala Carmen Dolores, com uma capacidade para 485 espectadores, constitui um dos mais bem preservados exemplares de teatro à italiana do país, com uma estrutura praticamente virgem de elementos de cimento e ferro, o que lhe permite manter uma acústica única, e uma maquinaria de cena (tablados, teia, máquinas de efeitos especiais) que constitui um património ímpar em termos de arqueologia teatral em Portugal.