História

O Teatro

História

© TUNA - Teatro Trindade

O Teatro da Trindade foi inaugurado a 30 de novembro de 1867, por iniciativa de Francisco Palha, com desenho do arquiteto Miguel Evaristo. O edifício, com traços pombalinos e neoclássicos, foi erguido entre a Rua da Misericórdia, o Largo da Trindade e a Rua Nova da Trindade e integrava também um Salão, onde decorriam concertos, conferências e bailes. Na récita de abertura foram apresentados o drama A Mãe dos Pobres, de Ernesto Biester, e a comédia espanhola O Xerez da Viscondessa. Com um elenco de luxo – Tasso, Isidoro, Leoni, Eduardo Brasão, Delfina e Rosa Damasceno, entre outros – era natural a aposta no drama e nas comédias de costumes (como veio a acontecer), mas foi a opereta que se impôs nos primeiros anos, com destaque para as criações de Offenbach (O Barba Azul ou Bela Helena). A música dominou o repertório nas primeiras décadas, com operetas, óperas-cómicas, vaudevilles e zarzuelas. Após a morte de Francisco Palha (1890), Sousa Bastos dirige o teatro a partir de 1894 e introduz a revista no repertório, género que teria um período áureo antes e depois da República. A partir de 1901, o Trindade passa a ser gerido por Afonso Taveira, que em 1908 cria uma companhia de ópera, efémera mas inovadora, totalmente constituída por cantores portugueses.

 

Em 1921, o Trindade é vendido à Anglo Portuguese Telephone Company, o Salão é demolido e o recheio do teatro vendido em leilão. Regressa à vocação teatral em 1924, depois de adquirido por José Loureiro e da reconstrução do interior. Inicia uma nova era, em que passa sobretudo a ser palco de apresentação de várias companhias: Aura Abranches, Satanela/Amarante, Palmira Bastos, Alves da Cunha/Berta de Bívar, Lucília Simões/Erico Braga, Eva Stachino, Hortense Luz ou Rey Colaço/Robles Monteiro. Acolhe também trupes internacionais, nomeadamente, na década de 1920, a companhia Velasco (espanhola), a companhia do Bataclan (Paris), com os seus nus artísticos, e a Revue Nègre. Durante a década de 1930 o repertório é dominado por companhias nacionais, com comédias e revistas para toda a família, em linha com a visão mais conservadora da sociedade imposta pelo regime.

 

Em 1938, o Trindade abre como cinema, função que mantém durante cerca de duas décadas, sem nunca abandonar o teatro. No início dos anos quarenta acolhe a estreia da Companhia de Bailados Verde Gaio, criada por António Ferro, e vários espetáculos de Josephine Baker. Nos anos seguintes, mantendo as projeções cinematográficas, passam pelo teatro companhias que assumem uma postura artística inovadora, como os Comediantes de Lisboa, de Francisco Ribeiro, e o Teatro D’Arte de Lisboa, de Orlando Vitorino e Azinhal Abelho, com peças como Miss Ba, de Rudolf Besier, O Pigmalião, de Bernard Shaw, Bâton, de Alfredo Cortez, Yerma, de Lorca ou As Três Irmãs, de Tchekov. O Teatro Nacional Popular, dirigido por Francisco Ribeiro, apresenta, a partir de 1957, peças de grandes nomes da dramaturgia mundial e estreia em Portugal, À Espera de Godot (1959), de Samuel Beckett. A década de 1960 é ocupada pela Companhia Nacional de Teatro, de Couto Viana, fundador do Teatro do Gerifalto, companhia de teatro para a infância e juventude, que desde 1956 atuava também no Trindade.

 

Em 1962, o teatro é vendido à FNAT, atual INATEL. José Serra Formigal assume a direção e cria a Companhia Portuguesa de Ópera, projeto que tenta recuperar a iniciativa de Afonso Taveira e que que se mantém até 1975, com a apresentação de várias óperas ao longo dos anos. No período após o 25 de Abril de 1974 são apresentados espetáculos diversificados, com destaque para algumas peças proibidas pela censura, de Brecht e Peter Weiss. Em 1990, José Carlos Barros assume a direção e determina a realização de obras de restauro. Em meados de 1992, já sob a direção de Rui Paulo Calarrão, o teatro reabre e inaugura a Sala Estúdio. Em 1995 e 1996, o Trindade foi dirigido por Antonino Solmer.

 

A partir de 1997, já com Carlos Fragateiro na direção (entre 1996 e 2006), o Trindade volta a apostar na produção própria, com Cyrano, encenado por Cláudio Hochman, a partir da peça de Edmond Rostand. Inicia também um importante trabalho na área da formação e da relação com as escolas. No arranque do novo século destacam-se as produções O Magnífico Reitor e Viriato, de Freitas do Amaral. Após a saída de Carlos Fragateiro, o teatro é dirigido por José Alarcão Troni (até ao final de 2007), por Rui Sérgio (2008-2009) e Cucha Carvalheiro (2009 -2012). Em 2013, sob a direção de Rui Sérgio (entre 2012 e fevereiro de 2016), o teatro passa a funcionar como estrutura de acolhimento, com convites públicos a criadores e produtores teatrais. Neste período aposta em ações no âmbito do Projeto Comunidade, entre as quais as Conferências do Trindade.

 

No ano em que assinala 150 anos de existência (2017), com Inês de Medeiros na direção (2016-2017), o teatro regressa à produção própria, com destaque para o espetáculo comemorativo Todo o Mundo é Um Palco, de Beatriz Batarda e Marco Martins. Diogo Infante assume a direção em novembro de 2017. Em 2018 promove uma homenagem a Carmen Dolores, com o espetáculo Carmen e a atribuição do nome da atriz, que se estreou no Trindade em 1945, à sala principal.

 

Com uma história multifacetada, feita de teatro mas também de ópera, música, cinema ou bailado, o Trindade continua hoje a assumir-se como um palco de diversidade e a cumprir a vontade do seu fundador: apresentar um repertório popular mas de qualidade, para um público diversificado.

 

CRONOLOGIA SUMÁRIA

1867 - 1879

1867

  • O Teatro da Trindade, dirigido por Francisco Palha, é inaugurado a 30 de novembro, com o drama A Mãe dos Pobres, de Ernesto Biester, e a comédia espanhola, O Xerez da Viscondessa.

 

1868

  • As Pupilas do Senhor Reitor, adaptação de Ernesto Biester do romance de Júlio Dinis, que esteve presente na estreia.
  • Barba Azul, opereta de Offenbach.

 

1869

  • Bela Helena, opereta de Offenbach.
  • A Gata Borralheira, mágica arranjada (como se dizia) da francesa Cendrillon, por Joaquim Augusto de Oliveira (o Oliveira das mágicas). Teve várias reprises.

 

1870

  • Fausto, o Petiz, opereta de Hervé.
  • A Grã Duquesa de Gerolstein, opereta de Offenbach.

 

1871

  • A Ilha de Tulipatan, opereta de Offenbach.

 

1872

  • O Dominó Preto, ópera-cómica de Auber e Scribe.

 

1875

  • A Filha da Senhora Angot, opereta de Charles Lecocq.

 

1876

  • Giroflé Giroflá, opereta de Charles Lecocq.

 

1877

  • Os Sinos de Corneville, ópera-cómica com música de Robert Planquette e libreto de Clairville e Gabet.
  • Os Bandidos, opereta de Offenbach.

 

1878

  • Viagem à Lua, opereta de Offenbach inspirada na obra de Júlio Verne.

 

1879

  • O Milho da Padeira, ópera-cómica de Offenbach.

1880 – 1889

1880

  • A Perichole, opereta de Offenbach.
  • Orfeu nos Infernos, opereta de Offenbach.

 

1881

  • A Mascote, ópera-cómica de Edmond Audran com libreto de Henri Chivot e Alfred Duru.
  • Os Dragões de Villars, ópera-cómica de Lockroy e Cormon.

 

1883

  • Susana, ópera-cómica portuguesa composta por Alfredo Keil.
  • À Volta do Mundo em 80 Dias, peça fantástica para toda a família a partir do romance de Júlio Verne. Voltou ao Trindade em agosto de 1900.

 

1884

  • Bocaccio, opereta de Franz von Suppé.
  • A companhia da coqueluche parisiense Anna Judic apresenta o seu repertório de comédias e vaudevilles, nomeadamente Mam’zelle Nitouche.

 

1887

  • O Moleiro D’Alcalá, ópera-cómica com música de Justin Clérice.
  • Mam’zelle Nitouche, com Lucinda do Carmo no principal papel. A peça voltaria várias vezes ao palco do Trindade, com o papel principal a ser representado também pelas atrizes Pepa Ruiz e Mercedes Blasco

 

1888

  • A Cossaca e A Cigarra, duas peças que valem a Lucinda do Carmo o título de «rainha do vaudeville».

 

1889

  • O Gato Preto, mágica arranjada por Eduardo Garrido. A peça voltaria várias vezes à cena.

 

1890 – 1899

 

1891

  • A Moira de Silves, ópera-cómica portuguesa com música do maestro João Guerreiro da Costa e libreto do jornalista Lorjó Tavares.

 

1894

  • Sousa Bastos passa a gerir o Teatro da Trindade.
  • Os 28 Dias de Clarinha, opereta-vaudeville de Victor Roger.
  • Sal e Pimenta, de Sousa Bastos, a primeira revista a subir ao palco do Trindade.

 

1896

  • Retalhos de Lisboa, a primeira revista escrita por Eduardo Schwalbach, um dos nomes maiores da revista à portuguesa.

 

1897

  • Em Pratos Limpos, revista de Sousa Bastos.
  • O Trindade passa a ser gerido por uma Sociedade de Artistas Dramáticos, a Sousa Bastos, Carlos Posser & C.ª.
  • A Honra, drama de Hermann Sudermann.
  • Preciosas Ridículas, comédia de Molière.

 

1899

  • Ali… à Preta!, revista de Guedes de Oliveira, com música de Ciríaco Cardoso.

  

1900 – 1909

1901

  • O Teatro passa a ser gerido por Afonso Taveira.
  • O João das Velhas, farsa de Eduardo Schwalbach e D. João da Camara.

 

1903

  • A célebre companhia de Italia Vitaliani atua no Trindade.

 

1903

  • Raios X, revista de Esculápio e Caracoles, com música de Ciríaco Cardoso e Luís Filgueiras.

 

1906

  • As Tangerinas Mágicas, mágica arranjada por Eduardo Garrido.

 

1907

  • A Semana dos Nove Dias, mágica de Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes, com música do maestro Carlo Calderon.

 

1908

  • Afonso Taveira cria uma companhia de ópera totalmente constituída por cantores portugueses, que se estreia com O Barbeiro de Sevilha, de Rossini.
  • A Boémia, de Puccini, pela companhia lírica de cantores portugueses.
  • Carmen, de Bizet, pela companhia lírica de cantores portugueses.

 

1909

  • A Serrana, ópera portuguesa de Alfredo Keil, com libreto de Lopes de Mendonça, inspirada na novela Como Ela Amava, de Camilo Castelo Branco, pela companhia lírica.
  • O País do Vinho, revista de André Brun e Leandro Navarro.

1910 - 1919

1913

  • Fogo de Vistas, revista de Álvaro Cabral e Nascimento Correia, com música de Tomás Del Negro e Venceslau Pinto.

 

1914

  • Verdades e Mentiras, revista de Eduardo Schwalbach.

 

1915

  • O Dia do Juízo, revista de Eduardo Schwalbach, a primeira de uma trilogia que se propunha recuperar a história e a tradição portuguesa.

 

1916

  • Após a morte de Afonso Taveira é a mulher, Teresa Taveira, que passa a dirigir o Trindade.

 

1917

  • O Ovo de Colombo, segunda revista da trilogia portuguesa de Eduardo Schwalbach

 

1918

  • Ao Deus Dará, terceira revista da trilogia portuguesa de Eduardo Schwalbach.
  • O Jardim de Pierrette, bailado-mímico com coreografia, cenários e figurinos de Almada Negreiros.

1920 – 1929

1921

  • O Teatro da Trindade é vendido à Anglo Portuguese Telephone Company, que ali instala os seus escritórios. O Salão da Trindade é demolido e o recheio do teatro vendido em leilão.

 

1923

  • O Teatro da Trindade é vendido a José Loureiro.
  • São realizadas obras de remodelação. O interior do teatro é reconstruído pelo arquiteto Alexandre Soares, com decorações artísticas do pintor Domingos Costa.

 

1924

  • Reabertura do Trindade com a peça Fogo Sagrado, escrita de propósito por Eduardo Schwalbach, pela Companhia de Aura Abranches.
  • O Papá Lebonnarde, de Jean Aicard, pela Companhia de Comédia e Drama, com Alves da Cunha no principal papel.
  • A Companhia Velasco (espanhola) apresenta as suas vistosas revistas, de cenários e figurinos luxuosos. Do elenco fazia parte a mexicana Eva Stachino, que posteriormente se instalaria em Portugal.

 

1925

  • A Intrusa, de Luna de Oliveira, escrita para a atriz Palmira Bastos.
  • As Tangerinas Mágicas, pela Companhia de Operetas e Féeries, com direção de Augusto Pina.
  • Ditosa Pátria, revista de Luís Aquino, Alberto Barbosa e Lourenço Rodrigues, que lançou Beatriz Costa como atriz, depois de ter atuado como corista.

 

1926

  • As revistas La Feria de las Hermosas e Las Maravilhosas, apresentadas pela Companhia Velasco.
  • A famosa companhia francesa do parisiense Bataclan, com os seus «nus artísticos», apresenta várias récitas.

 

1927

  • A Garçonne, de Victor Margueritte, texto emblemático e polémico dos anos 1920, pela Companhia de Lucília Simões e Erico Braga.

 

1928

  • Black Folllies, pela companhia Revue Nègre, revista com os ritmos da moda – charlestons, foxtrots e black bottons – interpretados por um jazz-band.
  • Auto do Pastoril Português, primeira incursão da Companhia Rey Colaço – Robles Monteiro na obra de Gil Vicente.
  • Romance, de Edward Sheldon, pela Companhia Rey Colaço – Robles Monteiro, onde se estreia Maria Lalande.

 

1929

  • Pó de Maio, revista de Félix Bermudes, João Bastos e Pereira Coelho, pela Companhia de Eva Stachino.

1930 – 1939

1930

  • Feira da Luz, revista de Félix Bermudes, João Bastos e Pereira Coelho, pela Companhia de Hortense Luz.
  • A Cigarra e a Formiga, revista de Lino Ferreira, Vasco de Sequeira e Fernando Santos, pela Companhia de Hortense Luz.

 

1931

  • Escola de Maridos, de Fernanda de Castro, pela Companhia de Lucília Simões.

 

1932

  • A Cadeira da Verdade, de Ramada Curto, pela Companhia de Lucília Simões.

 

1933

  • A Fera Amansada, de William Shakespeare, pela Companhia de Alves da Cunha e Berta de Bívar.
  • Arraial, revista de José Galhardo, Alberto Barbosa e Vasco Santana, pela Companhia de Maria das Neves, com António Silva no elenco.

 

1934

  • Lua Cheia, revista de Lino Ferreira, Fernando Santos e Almeida Amaral, apresentada pela Companhia de Comédias e Farsas do Trindade.

 

1935

  • Bola de Neve, revista de Matos Sequeira e Vasconcelos e Sá, pela Companhia do Trindade.
  • O Rapa, revista de Lino Ferreira, Lourenço Rodrigues, Fernando Santos e Almeida Amaral, pela Companhia do Trindade.

 

1936

  • Ama e Senhora e A Papirusa, comédias para toda a família, pela Companhia de Palmira Bastos, com Francisco Ribeiro no elenco.

 

1937

  • Água Vai, revista de Chianca de Garcia e Tomás Ribeiro Colaço.
  • Maria Antonieta, pela Grande Companhia de Comédias, com Palmira Bastos no elenco.

 

1938

  • A 9 de Abril, de António Botto, pela Companhia Alves da Cunha – Berta de Bívar.
  • O Trindade abre como cinema e estreia o fonofilme A Rosa do Adro, de Chianca de Garcia. As récitas teatrais (de companhias nacionais e estrangeiras) mantêm-se, intercaladas com as sessões de cinema.

 

1939

  • A Aldeia da Roupa Branca, estreia do filme de Chianca de Garcia.

1940 – 1949

1940

  • Estreia da Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio, criada por António Ferro e dirigida pelo bailarino Francis Graça, com um programa de quatro bailados: A Lenda das Amendoeiras, Inês de Castro, Muro do Derrete e Ribatejo.

 

1941

  • A célebre cantora e bailarina Josephine Baker esgota vários espetáculos no Trindade.

 

1943

  • António Lopes Ribeiro aluga o teatro para exibição do seu novo filme, Amor de Perdição, com Carmen Dolores no papel de Teresa de Albuquerque.

 

1944

  • Os Comediantes de Lisboa, dirigidos por Francisco Ribeiro (Ribeirinho), apresentam várias peças, com destaque para Miss Ba, de Rudolf Besier.

 

1945

  • A Vizinha do Lado, estreia do filme de António Lopes Ribeiro.
  • Carmen Dolores estreia-se no teatro com os Comediantes de Lisboa, na peça Electra, a Mensageira dos Deuses, de Jean Giraudoux.
  • O Pigmalião, de George Bernard Shaw, pelos Comediantes de Lisboa.

 

1946

  • Os Comediantes de Paris apresentam várias peças, entre elas Antígona, de Jean Anouilh.
  • Bâton, de Alfredo Cortez, pelos Comediantes de Lisboa.

 

1947

  • Cadáver Vivo, de Tolstoi, pelos Comediantes de Lisboa.

1950 – 1959

1955

  • Estreia do Teatro d’Arte de Lisboa, dirigido por Orlando Vitorino e Azinhal Abelho, com a peça A Casa dos Vivos, de Graham Greene. Entre outras peças apresentam Yerma, de Federico Garcia Lorca, e As Três Irmãs, de Anton Tchekov.

 

1956

  • Estreia do Teatro do Gerifalto, de António Manuel Couto Viana, com a peça A Ilha do Tesouro, de Goulart Nogueira, baseada no romance de Robert Louis Stevenson. Durante vários anos a companhia apresentou peças destinadas à infância e juventude no Trindade.

 

1957

  • Estreia do Teatro Nacional Popular, dirigido por Francisco Ribeiro (Ribeirinho), com Noite de Reis, de William Shakespeare.

 

1958

  • O Diário de Anne Frank, de Frances Goodirich e Albert Hacquett, pelo Teatro Nacional Popular.

 

1959

  • À Espera de Godot, estreia da primeira encenação em Portugal da peça de Samuel Beckett, pelo Teatro Nacional Popular.
  • Amor de D. Perlimplim com Belisa em seu Jardim, de Federico Garcia Lorca, e Doze Homens Fechados, de Reginald Rose, pelo Teatro Nacional Popular.

1960 – 1969

1960

  • Leonor Teles, pelo Teatro Nacional Popular.

 

1961

  • Estreia da Companhia Nacional de Teatro, dirigida por António Manuel Couto Viana, com a peça O Príncipe de Hamburgo, de Heinrich Von Kleist.

 

1962

  • O Teatro da Trindade é vendido à FNAT – Federação Nacional para a Alegria no Trabalho. O vice-presidente da Fundação, José Serra Formigal, é nomeado diretor do teatro.

 

1963

  • Estreia da Companhia Portuguesa de Ópera do Trindade, com O Barbeiro de Sevilha, de Rossini (a exemplo da companhia lírica de cantores portugueses, em 1908). A companhia apresenta espetáculos de ópera com regularidade até 1975.
  • A Serrana, ópera de Alfredo Keil, pela Companhia Portuguesa de Ópera.
  • O Mercador de Veneza, pela Companhia Nacional de Teatro, no âmbito das comemorações dos quatrocentos anos do nascimento de William Shakespeare (que se assinalavam em 1964).

 

1965

  • A Farsa de Inês Pereira, pela Companhia Nacional de Teatro, assinala o V Centenário do Nascimento de Gil Vicente, em conjunto com Evocação Vicentina, de David Mourão Ferreira.

 

1966

  • Todos Eram Meus Filhos, de Arthur Miller, pela Companhia Nacional de Teatro.

 

1967

  • O Teatro Nacional Popular, de Francisco Ribeiro, regressa ao Trindade com a estreia de A Esposa Trocada, de Thomas Middleton.
  • O teatro é alvo de obras de remodelação, com destaque para a decoração, coordenada por Maria José Salavisa.

 

1968

  • Não se Sabe Como e Cautela Libertino!, de Luigi Pirandello, pelo Teatro Nacional Popular, no âmbito das comemorações de centenário do nascimento do dramaturgo italiano.

 

1970 – 1979

1970

  • O Último Inquilino e O Rei Está a Morrer, de Eugene Ionesco, pela Companhia Rey Colaço – Robles Monteiro, que se instala no Trindade até 1974.

 

1971

  • O Duelo, de Bernardo Santareno, e Calígula, de Albert Camus, pela Companhia Rey Colaço – Robles Monteiro.

 

1972

  • A Gaivota, de Tcheckov, e Hedda Gabbler, de Ibsen, pela Companhia Rey Colaço – Robles Monteiro.

 

1974

  • O Terror e Miséria no Terceiro Reich, de Bertolt Brecht, terceiro espetáculo do Teatro da Cornucópia.
  • O Canto do Fantoche Lusitano, de Peter Weiss, pelo Teatro Português de Paris.

 

1975

  • A FNAT passa a designar-se INATEL – Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores.
  • O Grupo de Teatro de Campolide (posterior Companhia de Teatro de Almada) estreia Fulgor e Morte de Joaquim Murieta, de Pablo Neruda.
  • As Espingardas da Mãe Carrar, de Brecht, pela Casa da Comédia.
  • O Grupo 4 (posterior Novo Grupo) estreia A Investigação, de Xavier Pommeret.

 

1977

  • O Grupo de Acção Teatral A Barraca apresenta Histórias de Fidalgotes e Alcoviteiras, Pastores e Judeus, Mareantes e outros Tratantes, sem Esquecer suas Mulheres e Amantes, com textos de Gil Vicente e Ruzante.
  • 1383, a adaptação de Virgílio Martinho da Crónica de Fernão Lopes marca a estreia do Grupo de Campolide como companhia profissional.

1980 – 1989

1980

  • Baal, de Bertolt Brecht, pela Companhia do Teatro Nacional D. Maria II, com Mário Viegas no principal papel.

 

1981

  • Que Farei Com Este Livro, peça de José Saramago escrita para o Grupo de Teatro de Campolide.

 

1982

  • Molly Bloom, de James Joyce, pela Companhia de Teatro de Lisboa, com a atriz Graça Lobo.

 

1984

  • Diário de Uma Criada de Quarto, de Octave Mirbeau, pela Companhia de Teatro de Lisboa, com a atriz Graça Lobo.

 

1985

  • O Grupo de Campolide apresenta vários espetáculos da companhia no Festival Grupo de Campolide.

 

1988

  • Zerlina, de Hermann Broch, uma produção do Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de João Perry e Eunice Muñoz no papel de Zerlina.

1990 – 1999

1990

  • José Carlos Barros assume a direção do Trindade.

 

1992

  • O teatro reabre após obras de renovação e restauro, com quatro espaços disponíveis para a apresentação de espetáculos: a Sala Principal, a Sala-Estúdio, o Salão Nobre e o Teatro-Bar.
  • O Trindade acolhe espetáculos do Festival Internacional de Teatro entre 1992 e 1994.
  • Rui Paulo Calarrão assume a direção do Trindade.

 

1995

  • Antonino Solmer assume a direção do Teatro da Trindade.
  • O Grande e o Pequeno, de Botho Strauss, e A Disputa, de Marivaux, pela Companhia do Teatro Nacional D. Maria II, em coprodução com o INATEL.

 

1996

  • Carlos Fragateiro assume a direção do Trindade. O teatro inicia um importante trabalho na área da formação e da relação com as escolas, com iniciativas como a Escola do Espectador ou os Encontros de Teatro, Formação e Lazer, entre outros.
  • Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare, pela Companhia do Teatro Nacional D. Maria II, em coprodução com o INATEL.

 

1997

  • O Trindade regressa à produção própria com Cyrano, encenação de Cláudio Hochman a partir da peça Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand.
  • O Homem que Confundiu a Sua Mulher Com um Chapéu, adaptação de Christopher Rawlence da obra de Oliver Sacks, com encenação de Jorge Listopad e música de Micheal Nyman.

 

 

1998

  • O Homem que Via Passar as Estrelas, de Luís Mourão, com encenação de José Gil.
  • O Rapaz de Papel, música e canções de Pedro Abrunhosa e direção de Juan Font, no âmbito do Festival dos 100 dias da Expo’98.
  • Comédia de Enganos, de William Shakespeare, com encenação de Cláudio Hochman.
  • A opereta O Morcego, de Johann Strauss, com direção musical de Michael Tomaschek com António Vitorino de Almeida, que se estreia como ator.
  • Je Suis Un Phenomène, encenação de Peter Brook, no âmbito do Festival de Teatro de Almada.
  • O Jogo da Glória, de Luís Mourão, com encenação de Carlos Fragateiro.

 

1999

  • Romeu e Julieta, de William Shakespeare, com encenação de Jorge Fraga.
  • Memorial do Convento, de José Saramago, pela Companhia de Teatro de Almada/Companhia de Teatro de Sintra, com encenação de Joaquim Benite.
  • Com’è la Notte?… Chiara, do Piccolo Teatro de Milano, no âmbito do Festival de Teatro de Almada.
  • Anos Dourados, de Roberto Cossa, com encenação de Rui Sérgio.
  • Morrer, de José Maria Vieira Mendes, a partir de Sterben de Arthur Schnitzler, na sala estúdio, com direção de Luís Gaspar.
  • Memórias de um Psicopata. Eu Próprio o Outro, de Bruno Schiappa, na sala estúdio.

2000 – 2009

2000

  • Nefertiti, de José Júlio Lopes, Luís Carmelo, ópera-teatro com recurso a novas tecnologias digitais.
  • 1862 – Uma Noite Mágica, de Luís Mourão, com encenação de Jorge Fraga.
  • Falha de Cálculo e Problema? Qual Problema?, duas peças de Margarida Fonseca Santos, com encenação de Bruno Schiappa, no âmbito do Ano Mundial da Matemática.
  • As Bodas de Fígaro, ópera de W. A. Mozart, com encenação de Cláudio Hochman.
  • A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector, encenação Maria Emília Correia.

 

2001

  • O Magnífico Reitor, de Diogo Freitas do Amaral, encenação Jorge Fraga.
  • Memórias de um Psicopata II, de Bruno Schiappa, na sala estúdio.

 

2002

  • O Navio dos Rebeldes, de Margarida Fonseca Santos, encenação de Cláudio Hochman.

 

2003

  • Ligações perigosas, de Cristopher Hampton, a partir da obra de Choderlos de Laclos, com direção de Eduardo Barreto.
  • A Casinha de Chocolate, versão de Alexandre Delgado da ópera de Engelbert Humperdinck, encenação Paulo Matos.
  • Proof, de David Auburn, encenação de Cláudio Hochman
  • Viriato, de Diogo Freita do Amaral, com encenação de Jorge Fraga.
  • Memórias de um psicopata III, de Bruno Schiappa, na sala estúdio.

 

2004

  • O Último Tango de Fermat, com música de Joshua Rosemblum e libreto de Joanne Sydney Lessner. Versão portuguesa de César Viana, com encenação de Cláudio Hochman e direção musical de Francisco Cardoso.
  • Os Fugitivos, ópera de José Eduardo Rocha e libreto de Rui Zink, com encenação de Paulo Matos.
  • Picasso e Einstein, de Steve Martin, encenação de Rui Mendes.
  • Fungagá, a partir da música e letra de José Barata Moura, encenação Cláudio Hochman.

 

2005

  • 12 Mulheres e 1 Cadela, de Inês Pedrosa, encenação São José Lapa.
  • O Principezinho, ópera de Daniel Schvetz a partir de Antoine de Saint-Exupéry, com encenação de Cláudio Hochman.
  • Os Sonhos de Einstein, de Joshua Rosenblum, encenação de Cláudio Hochman.

 

2006

  • 1755 – O Grande Terramoto, de Filomena Oliveira e Miguel Real, encenação de Jorge Fraga, com 36 atores e vários cenários multimédia.
  • As Bodas de Fígaro, de Mozart, versão portuguesa de Nuno Côrte-Real, com encenação de Maria Emília Correia.
  • José Alarcão Troni, Presidente da Fundação INATEL, assume a direção do Trindade.

 

2007

  • Macbeth, de William Shakespeare, encenação de Bruno Bravo.
  • Hamlet, de William Shakespeare, encenação de André Gago.
  • A Desobediência, de Luiz Francisco Rebello, encenação de Rui Mendes.

 

2008

  • Rui Sérgio assume a direção do Trindade.
  • Dia das Mentiras, de Rui Mendes, com encenação de Fernando Gomes.
  • Elixir do Amor, ópera cómica de Gaetano, com direção musical de Cesário Costa e encenação de Maria Emília Correia.

 

2009

  • Os Maias no Trindade, texto de António Torrado e encenação de Rui Mendes.
  • Cucha Carvalheiro assume a direção do Trindade em setembro.
  • Máquina de Somar, um musical de Joshua Loewith e Jason Schmidt, com encenação de Fernanda Lapa.

2010 – 2019

2010

  • Não se Ganha, Não se Paga, de Dario Fo, com encenação de Maria Emília Correia.
  • Quixote, a adaptação do Teatro O Bando da ópera bufa Vida do Grande D. Quixote de La Mancha e do Gordo Sancho Pança, de António José da Silva. Encenação de João Brites e direção musical de Jorge Salgueiro.
  • O Dia dos Prodígios, uma adaptação de Cucha Carvalheiro a partir de um texto de Lídia Jorge.
  • As Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira, com encenação de João Mota.

 

2011

  • Casamento em Jogo, de Edward Albee, encenação de Graça P. Corrêa

 

2012

  • O Libertino, de Eric-Emmanuel Schmitt, com encenação de José Fonseca e Costa.
  • A direção do Trindade é assumida por Rui Sérgio. Para além dos espetáculos, o Trindade aposta na promoção de ações paralelas no âmbito do Projeto Comunidade, com iniciativas como os Encontros Arte Escola e Comunidade as Conversas com o Público.
  • O teatro encerra para obras em novembro.

 

2013

  • O teatro reabre em junho após obras de remodelação.
  • Esta Vida é uma Cantiga, um musical de Henrique Feist e Vítor Pavão dos Santos.
  • Zorro, encenação de Rui Melo e música de Artur Guimarães.
  • A Noite, de José Saramago, com encenação de José Carlos Garcia.

 

2014

  • Início das Conferências do Trindade, no âmbito do Projeto Comunidade, ciclos de palestras com especialistas em diversas áreas como convidados.
  • 8 Mulheres, de Robert Thomas, encenação Hélder Gamboa
  • A Bela e o Monstro, uma adaptação de Paulo Sousa e Costa com encenação João Didelet.
  • Boeing, Boeing, de Marc Camoletti, encenação de Claudio Hochman.

 

2015

  • A Esperança, de César Mourão e Frederico Pombares, com encenação de André Paes Lemos.
  • À Espera de Godot, de Samuel Beckett, encenação de Luís Vicente
  • Allo ‘Allo!, de Jeremy Lloyd e David Croft, encenação de Paulo Sousa Costa e João Didelet.

 

2016

  • Cosi Fan Tutte, ópera de W. A. Mozart e libreto de Lorenzo da Ponte, com encenação de Elena Dumitrescu Nentwig e direção musical de Bernardo Marques, pela Nova Ópera de Lisboa.
  • Inês de Medeiros assume a direção do Teatro da Trindade.

 

2017

  • Todo o Mundo é Um Palco, uma criação de Beatriz Batarda e Marco Martins, com a colaboração de Vítor Hugo Pontes. Espetáculo comemorativo dos 150 anos do Teatro da Trindade.
  • À Espera de Beckett, uma criação de Jorge Louraço, em homenagem a Francisco Ribeiro (Ribeirinho). Espetáculo comemorativo dos 150 anos do Teatro da Trindade.
  • Diogo Infante assume a direção do teatro.

 

2018

  • Carmen, uma homenagem de Diogo Infante à atriz Carmen Dolores.
  • A sala principal do Trindade passa a designar-se Sala Carmen Dolores.
  • A Pior Comédia do Mundo, de Michael Frayn, com encenação de Fernando Gomes.

 

2019

  • Zoom, de Donald Margulies, com encenação de Diogo Infante.
  • Romeu e Julieta, de William Shakespeare em coprodução com a Comuna Teatro de Pesquisa.
  • Chicago, musical de Fred Ebb e Bob Fosse, música John Kander, encenação de Diogo Infante